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segunda-feira, 26 de abril de 2010

momento de fe clamor do sangue

O Clamor do Sangue

"As Coisas Como São" de Amy Carmychael



* A escuridão era quase palpável. Eu estava num gramado, e aos meus pés um grande abismo se abria para o infinito. Mirei, e vi que não tinha fim. De um lado a outro havia rochas à beira do inescrutável precipício. Senti vertigem ao olhar para o despenhadeiro; não imaginava que fosse tão fundo! Mesmo assim, pessoas caminhavam em fila em sua direção. Entre elas, havia uma mulher e uma criança que agarrava-se à sua saia. Quando chegaram à beira do abismo, percebi que era cega! O próximo passo seria fatal. Caiu, dando gritos de horror! E com ela a criancinha! Mas não foram as únicas. Filas enormes, de todas as direções, caminhavam para o precipício. Todas completamente cegas. Enquanto uns caíam em silêncio, outros gritavam e lutavam para agarrar-se em algo, mas tudo era um imenso e profundo abismo! “Por que alguém não impede que caiam?” Pensei em agonia. Eu não podia. Estava inerte, presa ao chão, e não conseguia sequer gritar. Nem um som saía da minha garganta, apesar do esforço desesperado que fazia. Em meu desespero percebi que ali, à beira do precipício, havia sentinelas. Mas vi também que a distância entre elas era grande demais e era precisamente por essas brechas que as pessoas caíam! Agora a grama parecia suja de sangue, e o abismo era como o inferno. Não muito longe dali vi um grupo de pessoas assentadas embaixo de algumas árvores, de costas para o abismo. Desfrutavam de uma perfeita paz. Para matar o tempo, teciam coroas de flores. De vez em quando, ao ouvir um grito de desespero quebrar o silêncio, elas se perguntavam por que estariam gritando. Se alguém fazia menção de ajudar os que pediam socorro, os demais a dissuadiam: - Não seja precipitada! Espere por uma chamada definitiva! Além disso você ainda não terminou o seu trabalho. Não seja tola. Fique aqui para nos ajudar nesse serviço. Noutro lugar havia também um outro grupo, que recrutava sentinelas, mas eram pouquíssimos os que se dispunham a ir. Em certos lugares, faltavam sentinelas em intervalos de quilômetros de distância. Num certo lugar, uma moça estava sozinha como sentinela. Ela fazia o que podia para que as pessoas não caíssem. Sabendo de seu esforço, sua mãe e outros parentes lhe ordenaram que tirasse férias. Como já estava exausta, decidiu retirar-se do posto. O resultado: seu lugar ficou vago, possibilitando que mais pessoas morressem eternamente! Naquele mesmo lugar, uma criança caiu e lutando para sobreviver, agarrou-se a um tufo de grama na encosta do precipício, enquanto gritava por socorro. Mas ninguém ouvia. Quando a grama desprendeu, a criança deu um grito de desespero e caiu. A moça sentinela ouviu aquele grito e chegou a preparar-se para retornar ao posto, mas todos a reprovavam, lembrando-lhe de que “ninguém é insubstituível” e que certamente outra pessoa tomaria o seu lugar. E cantaram um hino para acalmá-la. Mas enquanto cantavam, ouvi o clamor de milhões chorando amargamente. E no horror daquela escuridão em que me encontrava, percebi que aquele era o clamor do sangue! Em seguida, uma voz falava comigo! … “... A voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” “Então disse ele: vai e dize a este povo...” “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Isaías 6.8-9; Marcos 16. 15; Mateus 28.20).


fonte: http://www.armazemdeideias.net/

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